HIKE n'FLY Ibituruna (Valadares)

Updated: Dec 28, 2020

Desbravando a Gigante do Voo Livre - Subida pela Embratel até o Pico


Morando novamente na eterna Capital MUNDIAL do voo livre, não podia ser diferente, estou muito empolgado com todas as possibilidade de explorar o hike n fly na Ibitiruna. Fico da minha varanda observando a montanha e desenhando na mente as possíveis rotas e encostas para experimentar decolagens e top landings.


Neste sábado, ainda no processo cuidadoso de retomada das minhas atividades físicas pós-covid, encarei o hike pela estrada da frente, iniciando pela trilha da Embratel. O plano, como a condição por aqui está na fase das chuvas diárias, era subir até as rampas oficiais do pico e torcer por uma janela de decolagem, pois havia uma grande possibilidade de nem conseguir decolar - na subida fui pego três vezes por chuvas que passaram pela face norte da montanha.


Bem, esse hike pela pela frente da Ibituruna - subindo pela trilha da Embratel até o Pico, se divide em 3 partes e vou descrevê-las no formato mais básico, considerando que se vá até o pé da Ibituruna de ônibus:


1 Parte


A primeira parte do hike se inicia no ponto final do ônibus ELVAMAR (07) - que sai do centro da cidade (ponto central da faculdade de direito) e para em frente ao clube MINAS CLUBE.


São 1,5km do MINAS CLUBE até a entrada da trilha para a Embratel por estrada de chão totalmente plana mas que, por conta do fluxo de carros nos finais de semana, exige atenção de quem for aos sábados, domingos ou feriados.

Nota: Tem um horário específico por dia em que o ônibus ELVAMAR vai até o Parque Natural Municipal, que está a apenas 300m da entrada da trilha.

Logo antes da entrada da trilha, a 1,2km do Minas Clube, fica o Parque Natural de Governador Valadares. Vale a pena uma visita rápida e uma ida até os mirantes que ficam às margens do Rio Doce de frente para a Ilha dos Araújos e a Feira da Paz. O lugar não tem uma estrutura muito desenvolvida ainda e merece melhores cuidados, mas creio que, com o tempo, a administração da cidade irá evoluindo a estrutura e atrações para os visitantes.

Do parque municipal, andando uns 150m, se chega a um bar com um estilo outdoor chamado Trilhas Bar. Do bar até a entrada da trilha são mais 150m e se vê a abertura na cerca do lado direito da estrada e a área de encontro.

No início da trilha tem uns bancos para sentar, algumas placas com instruções bem legais, mostrando o mapeamento da trilha e as distâncias para os pontos de apoio e descanso. Tudo disponibilizado pela Associação Trilhas da Ibituruna.



2 Parte

Esta parte é toda a Trilha da Embratel, saindo da área de encontro e preparo e indo até a entrada para as torres, onde a trilha se encontra com a estrada principal de subida da Ibituruna.

Pela trilha toda, até a Embratel, também existem placas orientando a direção para que o trilheiro não se perca ou fique na dúvida. O grau de dificuldade dessa da trilha eu divido em 3 distintas, com base na inclinação e/ou irregularidade do terreno. No início, dificuldade média (terreno bom + alta inclinação); No meio dificuldade baixa (terreno bom + baixa inclinação); No ataque lateral à Embratel, dificuldade alta (terreno com muita erosão e pedras + alta inclinação).


Chegando à Embratel, existe novamente uma placa com instruções e dicas e um banco para o trilheiro descansar numa bela sombra, bem ao lado da porteira que dá acesso às torres no topo da Embratel.









São 2,7km de trilha, acumulados são 4,2km, e o ganho de altitude é de 530m. O bom de treinar hike em muitas montanhas do Brasil é que aqui sempre se busca vencer a montanha numa abordagem (numa linha) muito direta para o topo e isto gera grandes inclinações. Na Europa, principalmente por ser um continente antigo, as montanhas possuem muitas trilhas e estradas feitas para vencer a montanha de maneira mais atenuada, de maneira menos objetiva (com muitos zig-zags), pois no passado se devia conseguir vencer a montanha usando carroças e até mesmo caminhando carregando muito peso de suprimentos, materiais diversos e equipamentos.


Já fiz alguns hikes em montanhas nos Pirineus e Alps e o desgaste é mais pelas grandes distâncias e altitude do que pelo esforço físico durante o trecho. Isso torna as caminhadas por lá mais acessíveis para crianças e para os mais velhos. Creio que isso também ajuda muito na cultura do esporte por lá, onde vemos crianças desde cedo fazendo trekking e hike.


Alerta:

Na parte inicial da trilha é preciso estar atento a eventuais ciclistas descendo na modalidade downhill, em alta velocidade, e também motociclistas subindo ou descendo praticando motocross na modalidade trilhas. Num certo ponto a trilha do downhill se separa e não mais compartilha a mesma rota dos trilheiros, mas os motociclistas seguem a mesma rota até a Embratel subindo ou descendo. Repetindo: são encontros eventuais mas a atenção é sempre bem vinda. Neste sábado passou um motociclista subindo por mim e depois, na parte final, passaram dois descendo.


3 Parte


A terceira parte do hike se dá toda seguindo, a partir do acesso à Embratel, a estrada principal que leva até o pico pela face norte da Ibiturua (a estrada que usamos normalmente para subir a Ibituruna de carro ou ônibus é a toda pavimentada da face sul). Esta estrada da face norte é toda de chão, apesar de haver um projeto já aprovado e com orçamento liberado - agora em 2020, para toda a sua pavimentação.



A estrada está relativamente bem conservada (apesar de diversas erosões laterais e de barrancos) até pouco depois do Ibituruna Serra Clube - que fica a 3,8km do acesso à Embratel, 8km acumulados e tem uns dois pontos curtos com calçamento.

Logo após a entrada da trilha do mirante da Concha (uma pequena trilha até uma pedra praticamente de frente para o paredão da santa), 1km após o Ibituruna Serra Clube, 9km acumulados, a estrada fica praticamente intransitável para veículos que não sejam 4x4 e demanda um motorista com habilidade.





Bem, para o hike, a estrada de chão está muito boa, exigindo um pouco mais de atenção apenas em dias pós chuva e somente em alguns locais de maior inclinação da estrada, por se tratar de solo argiloso que fica bem escorregadio. Um bom tênis e o uso dos bastões de caminhada dão muito mais estabilidade e segurança nesses trechos também.


Passando a curva da entrada do mirante da Concha, são apenas mais 500m até o pico, bar do Marcelo... o ganho de altitude é de 100m. A reta final é puxada, mas o visual e o sentimento de conquista por romper a barreira dos 1.000m de ganho de altitude fazem tudo valer a pena.


Então, eis que se está no topo do Pico da Ibituruna. O hike está concluído, o visual é sempre fantástico e o cansaço pode ser tratado no bar do Marcelo com um refri bem gelado, um isotônico ou uma água de côco e um salgado saboroso e fresco.


O próximo passo é aproveitar o descanso para avaliar a condição e escolher uma boa janela para curtir a parte voo da aventura. Seja para um voo local ou para sair para um voo de distância (XC), o importante é avaliar bem, sair numa boa hora e se divertir com segurança.


Convido todos a experimentarem esse hike n fly Ibituruna. Aproveitem que a temporada na Capital Mundial do Voo Livre está chegando e vá afinando seu treino para uma experiência nova e única na sua prática do voo livre.


Boa caminhada e ótimo voo a todos,


CB


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